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A gestão de obras moderna vem sendo transformada, adotando novas práticas e metodologias, na medida em que a sociedade enxerga a sustentabilidade como uma urgência.

Uma das razões para isso é o fato de que a indústria da construção causa impactos gigantescos sobre o meio ambiente. No Brasil, cerca de 35% de todo material extraído da natureza (madeira, areia, minerais, metais, etc.) é utilizado no setor. É muita coisa, não é mesmo?

Além da extração de recursos naturais, ainda há a questão energética: mais da metade de toda a energia produzida em nosso país é destinada ao abastecimento de nossas casas e condomínios. Essa situação poderia ser facilmente contornada, de modo a economizar uma grande parcela dessa energia, se tais construções aproveitassem a luz solar com painéis de captação ou apenas utilizassem eletrônicos econômicos, por exemplo.

Para combater essa devastação desenfreada e dar novas possibilidade no gerenciamento de obras, surge no cenário atual a Construção Verde. Mas o que significa?

Nada mais do que uma forma de construção com sustentabilidade, que busca harmonizar casas e edifícios com o ambiente em volta. A prática busca, durante e depois da execução, amenizar ao máximo os impactos à natureza, diminuindo resíduos e dando eficiência à utilização de recursos naturais, como água e a energia elétrica. Em adição, a aplicação de materiais e itens recicláveis e reciclados, como madeira proveniente de reflorestamentos e tijolos de adobe.

A aplicação da ideia de uma forma de engenharia sustentável entrou em pauta após a Crise do Petróleo, durante a década de 70, quando houve um esforço por parte das empresas para buscar novas formas de gerar e utilizar energia.

Terminada a crise, com as intervenções que instaurou governos “fantoches” nos países da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), o conceito foi brevemente abafado pela indústria de combustíveis fósseis.

No entanto, com o acesso à informação e a educação mais acessível, a ideia volta a ter força e evolui todos os dias.

O conceito geral de Construção Sustentável baseia-se em cinco ideias:

  1. Projetos bem pensados

Projetos de engenharia bem pensados visam aproveitar as características físicas do terreno e do entorno do empreendimento. Utilizar o relevo para construir partes elevadas ou declinadas, ou apostar na luz solar para substituir lâmpadas na iluminação durante a obra.

  1. Redução de poluição e de resíduos sólidos

É de conhecimento geral que uma obra comum gera muita poluição em todas as formas. Visa-se aqui reduzir drasticamente essa poluição aproveitando melhor os suprimentos utilizados, reduzindo o desperdício deles, e também investindo em ferramentas e estruturações duráveis, como andaimes de metal em vez de madeira, já que podem ser reutilizados.

Outra maneira de controlar e reduzir a poluição é separar os resíduos sólidos provenientes da obra, como pedaços de concreto, tijolos quebrados, madeira, etc. Armazene, então, o que poderá ser reaproveitado. O que não puder, envie para a reciclagem.

Caso queira saber mais sobre como conduzir uma gestão de obras evitando resíduos sólidos, preparamos um e-Book completo sobre o tema. Para baixa-lo, basta clicar aqui.

  1. Materiais ecológicos

O uso deste tipo de material é também fundamental no processo de construção verde.

Aqui podemos enquadrar a madeira de área reflorestada, o concreto reaproveitado a partir da demolição de outros edifícios, plástico reciclado, entre diversas outras opções.

Muitos destes materiais também são mais baratos do que os convencionais, o que também dá valor econômico à escolha de sustentabilidade.

  1. Eficiência energética

Não apenas construir, é importante também pensar em empreendimentos que possam ser mantidos de maneira econômica.

Uma das maneiras de garantir isso é através de uma maior eficiência energética. Isso é, distribuir estrategicamente as fontes de energia para cada necessidade. Por exemplo: o uso de painéis solares para sustentar lâmpadas e eletrodomésticos econômicos ou aquecer água.

  1. [Re]aproveitamento de água

A água, esse tesouro tão importante para a vida na terra, também pode ser reaproveitada de acordo com a prática da engenharia ecológica. A água da chuva, por exemplo, pode ser coletada e armazenada para regar plantas, limpar os pisos, entre outras coisas.

Além disso, apostar em encanamentos de maior qualidade também pode contribuir para evitar o desperdício.

Além dessas técnicas e tecnologias, procedimentos mais simples também podem fazer a diferença durante a execução da obra. Entre eles, citamos verificar a procedência da madeira usada. Muitas revendedoras do material podem passar madeira de mata regular como madeira proveniente de reflorestamento, portanto busque fornecedores honestos e de confiança.

Ideias de construções ecológicas simples

O conceito de sustentabilidade não precisa ser necessariamente direcionado às construtoras, para aplicar em novos empreendimentos. Existem também diversas maneiras de tornar a sua casa ecologicamente correta, seja visualmente ou durante aquela reforma estrutural periódica.

Como?

De várias formas! Vamos aos exemplos:

Paralelepípedos

Pelo preço e pelo visual, muros de pedras lascadas e entradas residenciais feitas em paralelepípedos estão nas graças do gosto popular.

O destaque aqui é que os muros, completamente naturais, são erguidos com rochas de granito bruto, encaixadas “sob medida” para o cliente. Isso porque as diferentes dimensões do material como se apresenta faz com que todo muro seja fundamentalmente diferente dos outros.

Junto aos muros de granito, muitos usam também técnicas de paisagismo para ornamento. Seja com plantas trepadeiras, flores ou até mesmos fontes de água artificiais.

Depois do belo visual, outro benefício é a durabilidade proporcionada pelo material quando comparado aos muros de alvenaria. Quando utilizado para construir entradas residenciais,retém menos calor que o concreto e evita formar poças d’água. Isso porque o formato do paralelepípedo cria pequenos vãos entre os encaixes, de maneira que a água é escoada por eles chegando aos lençóis freáticos.

Cobertura verde

Uma outra solução, ainda pouco utilizada, porém em crescimento constante, é a adoção de “coberturas verdes” em telhados e muros.

A ideia é construir um telhado “vivo”, depositando terra e plantando grama e outras plantas rasteiras no topo de construções.

Embora ainda sejam pouco usados, os tetos verdes fazem parte da história da humanidade. É sabido que os babilônios (cuja civilização data desde o século VI a.C.) já utilizava telhados verdes em suas edificações, principalmente em templos de adoração.

Na Alemanha, durante o século XIX, esse tipo de telhado também era muito comum, em especial em zonas rurais.

Dito tudo isso, você deve estar se perguntando as vantagens de instalar um teto verde em sua casa. Algumas delas são:

  1. Diminui a poluição nas cidades: pois a fotossíntese das plantas absorve agentes poluentes presentes no ar, liberando oxigênio;
  2. Combate as ilhas de calor: pois servem como controle térmico, absorvendo a luminosidade do sol;
  3. Regula drenagem de águas pluviais de modo muito superior a demais sistemas de captação;
  4. Melhora o isolamento acústico da edificação, pois a vegetação absorve ruídos externos;
  5. Maior retenção das águas das chuvas: pois a vegetação drena a água pluvial. Isso reduz a necessidade de escoamento de água e de enviá-la a sistemas de esgoto. De quebra, auxilia na filtragem da poluição dessas águas;
  6. Por reter melhor a água, tetos verdes também impedem a formação de enchentes
  7. Reduz o consumo de energia, por manter a temperatura no inverno e refrescar o ambiente no verão, poupando necessidade de refrigeração;
  8. Contribui para com a biodiversidade atraindo pássaros, borboletas e pequenos insetos;
  9. Enfeita a cidade, tornando-a mais bonita e diversa.

Embora em primeira vista esses procedimentos de gestão de obras pareçam sofisticados ou caros demais, muitos deles são muito econômicos tanto na aplicação quanto a longo prazo!

O telhado verde citado pode ser usado para cobrir grandes áreas planas ou inclinadas de telhado a custos baixíssimos.

O telhado verde que descrevemos pode ser utilizado para cobrir áreas planas ou inclinadas, telhados e muros, com baixo custo de .

Os andaimes de metal, por vez, torna desnecessária a compra de madeira, economizando dinheiro e contribuindo para frear o desmatamento. Isso porque podem ser montados e desmontados conforme o avanço da obra, podendo também ser usados em obras futuras.

Os materiais reciclados dentro da construção também tendem a ser muito baratos. Por sua produção a partir de materiais que seriam descartados, o custo é muito menor do que seria ao adquirir materiais novos.

E aí, gostou do conteúdo? Já fez ou conhece alguma técnica de gestão de obras que preze pela sustentabilidade? Deixe um comentário!