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Por ser uma das áreas mais dinâmicas e relevantes do Brasil, responsável por levar infraestrutura e desenvolvimento para o país, a Construção Civil também é o setor que apresenta mais acidentes em ofício. Também, os acidentes na Construção Civil tendem a ser quase sempre fatais, o que demanda uma atenção especial ao segmento.

Além dos riscos inerentes à atividade, existem muitas razões para isso. Entre elas, há a falta de preparo dos trabalhadores, o mau uso dos EPIs, e até mesmo o grande número de indivíduos envolvidos no processo de construção.

A Construção Civil, apesar da crise pela qual atravessa o país, é uma área de constante expansão. Por esse motivo, novos trabalhadores migram para o segmento, o que motiva construtoras e demais empresas a buscar maneiras de garantir a segurança de todos na equipe.

Outros fatores que colocam em risco a integridade do operário é a pressão para que a obra seja entregue o mais rapidamente possível. Isso pode gerar descuidos, por parte do funcionário, que preza pela agilidade em detrimento da segurança.

Depois disso, materiais de má qualidade também podem gerar acidentes de trabalho, principalmente EPIs defeituosos. Quando alinhados a uma mão de obra sem treinamento prévio e qualificação para operar maquinário em segurança, a fórmula para acidentes está completa.

Por sorte, existem diversas maneiras de evitar desastres e permitir maior segurança aos trabalhadores. Isso, claro, sem abrir mão da velocidade e sem elevar os custos da obra.

Com isso em mente e o objetivo de ajudar a controlar os acidentes nas obras, criamos este post. Nele, você verá os acidentes mais comuns nos canteiros de obras e suas causas habituais. Confira!

Os acidentes mais comuns e como contorna-los

  1. Distensão muscular

A distensão muscular, também chamada de estiramento, ocorre quando o músculo é esticado além de sua capacidade e elasticidade. É caracterizado pela ruptura total ou parcial das fibras musculares, ou do músculo inteiro.

Pelas circunstâncias, é um dos acidentes que acontece com mais frequência nos canteiros. Ocorre principalmente pelo levantamento de itens e materiais pesados de maneira inadequada, com má postura ou sobrecarga.

Além de ser extremamente dolorido, o funcionário precisa passar um tempo ausente de suas funções até que se recupere totalmente. O período de recuperação de uma distensão é extenso, o que prejudica tanto o operário quanto o empregador.

A melhor maneira de evitar distensões é oferecer treinamentos para os trabalhadores, conscientizando-os sobre os limites do corpo. Espalhar placas que ilustram a maneira correta de realizar determinadas atividades também ajuda.

  1. Brigas

Pelo estresse causado pela profissão, qualquer desentendimento pode acabar virando uma briga física. Dadas as condições, brigas também configuram grande parte das origens de acidentes no segmento.

O clima pesado de uma construção e a pressa para entregar a obra, em aditivo aos baixos salários e alta carga horária são motivos que podem deixar os nervos à flor da pele. Ainda, a depressão é um risco constante.

Além da integridade física, a saúde mental do trabalhador deve ser também uma preocupação da empresa e da segurança do trabalho. O departamento de RH deve assumir a responsabilidade de criar eventos e ações que prezem pelo respeito e cordialidade entre os trabalhadores.

Se possível, busque ter um psicólogo à disposição, orientando os funcionários a busca-lo sempre que necessário.

  1. Acidentes com veículos

O clima de uma obra é extremamente dinâmico, com profissionais dividindo espaço com empilhadeiras, caminhões, todos transitando freneticamente por entre o canteiro. Não é de se espantar que de vez em quando incidentes aconteçam.

Dependendo da gravidade do acidente, problemas maiores podem ser gerados ao trabalhador, variando de uma leve escoriação a ferimentos que aleijem permanentemente, até mesmo à morte em casos mais graves.

Com isso em vista, a equipe deve ser constantemente alertada sobre a importância de usar o cinto de segurança ao manusear veículos. É preciso também rigidez quanto ao limite de velocidade dentro do ambiente de operações.

Delimite também as áreas para trânsito de veículos e de pedestres, minimizando as chances de encontros imprevistos.

Isso nos leva a…

  1. Falta de sinalização

Isso, somado à pressa de um colaborador que não se dá conta do tráfego de um veículo no canteiro de obras, pode ser um grande problema para ser solucionado. Portanto, vale usar de tudo para evitar esses acidentes na construção civil, como placas, luminosos, barreiras, cadeados e fitas zebradas.

Placas de sinalização são essenciais por toda a área da obra. Isso porque ela contribui muito para orientar, conscientizar e indicar aos trabalhadores os caminhos por entre o canteiro. Se não utilizadas, os diversos riscos presentes na construção podem causar transtornos e acidentes aos funcionários.

Isso é, situações que poderiam ser evitadas com simples sinalização (piso molhado ou possível queda de objetos, por exemplo).

Um exemplo mais habitual é o impacto por veículos. Em um lugar sem sinalização, o barulho de um veículo em movimento pode se misturar com os demais ruídos da construção.

Quando juntamos isso com a pressa natural com que um colaborador caminha pelo espaço e a falta de sinalização, é a receita certa para o desastre.

  1. Ruídos

Como mencionamos, um canteiro de obras é um lugar extremamente barulhento, o que causa impactos diretos sobre a saúde física e emocional do operário.

Em média, um espaço de Construção Civil gera 85 decibéis durante todo o tempo em que estiver em atividade. Uma exposição prolongada a esse barulho (8 horas por dia, ou mais, dependendo do expediente), podendo gerar surdez e estresse.

Para contornar esse problema, basta impor o uso de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para proteção auditiva aos funcionários!

  1. Queda de objetos

Revendo os perigos de lugares mal sinalizados, podemos mencionar ainda o perigo de objetos em queda livre. Podem ser equipamentos, ferramentas ou até mesmo pedaços de concreto e resíduos caindo sobre os trabalhadores, podendo gerar graves lesões.

A solução para isso é novamente a imposição de EPIs aos colaboradores, com rigidez e fiscalização. Nesse caso, o uso de capacetes é essencial para proteger o bem-estar de todos envolvidos na construção.

  1. Lesões por esforço repetitivo (LER)

Lesões por esforço repetitivo, assim como as distensões musculares, ocorrem por movimentos mal executados ou movimentos executados repetidamente, em carga elevada, por longos períodos de tempo.

No segmento da Construção Civil, é muito usual a intensidade elevada do trabalho. Isso ocorre pela baixa mão de obra qualificada, sendo compensada com carga horária maior e prazos mais curtos.

Alongamentos laborais e conscientização geral, portanto, são essenciais para combater esse problema. Se recorrente, lesões por esforço repetitivo podem evoluir em problemas maiores, como a tendinite, por exemplo.

  1. Picadas de animais peçonhentos

Animais peçonhentos são aqueles que inoculam substâncias venenosas através de garras, presas, ferrões, entre outros. São diferentes de animais venenosos, que possuem a substância danosa no interior do corpo, mas são incapazes de inocular o veneno pela falta de órgãos excretores.

Muitos animais peçonhentos são atraídos pelo ambiente de uma construção. Normalmente, buscam espaços escuros e úmidos, onde podem se esconder durante o dia e sair para caçar durante a noite.

Por essa razão, não é incomum que aconteçam encontros entre trabalhadores e animais perigosos. Cobras, aranhas, escorpiões, todos veem nos entulhos da obra uma morada perfeita.

Para evitar que esses contatos se transformem em fatalidades, reforce a importância de usar os EPIs durante o trabalho, em especial as luvas e botas, pois é a área de maior risco e proximidade do animal.

Em caso de picadas, o trabalhador deve ser posto em repouso imediatamente. Sob hipótese alguma use torniquetes, pois impedem a livre circulação de sangue, podendo causar necrose e danos aos nervos.

O ferimento também não deve ser cortado, espremido, sugado, nem de qualquer forma deve-se aplicar soluções caseiras, pois podem provocar infecção.

As ações a serem tomadas, imediatamente, é a de lavar o local acometido com água e sabão em abundância, fazer com que o trabalhador permaneça calmo até que uma ambulância chegue no local, ou dirigi-lo ao posto de saúde mais próximo para que o soro e tratamento adequado seja administrado.

  1. Quedas em altura

Talvez seja o medo mais recorrente dos trabalhadores da Construção Civil, e também o primeiro que vem à mente quando pensamos nos riscos do ofício.

Seguido com diversas pesquisas sobre acidentes de trabalho, a queda de níveis é a maior causa de acidentes e fatalidades em empreendimentos. O número, que chegou a 30 acidentes em 2016, progride a cada ano, e medidas de prevenção continuam sendo feitas para controlar o problema.

Sobre isso, ressaltamos que além de utilizar obrigatoriamente os Equipamentos de Proteção Individuais, os Equipamentos para Proteção Coletiva. Os primeiros dizem respeito a capacetes e jaquetas com ganchos que serão presos na obra, a fim de prender o trabalhador e evitar quedas.

Os segundos são redes de proteção, que devem ser instaladas entre níveis, para impedir funcionários de caírem diretamente ao chão. Estima-se que, durante a construção da ponte de São Francisco (EUA), a instalação de redes de proteção tenha salvado a vida de 16 pessoas.

E aí, gostou das informações? Tem mais alguma dica que esquecemos de mencionar? Deixe seu comentário!