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Por conta de diversos fatores, como os altos salários e o prestígio do ofício, a engenharia é uma área cada vez mais requisitada no Brasil. Parte disso se dá por ter poucos profissionais qualificados e especializados em diversas tecnologias atuando no mercado. Outra parte é a junção desta com a alta demanda por engenheiros no Brasil.

Como reflexo, estudantes mostram cada vez mais interesse nas diversas segmentações da categoria, impulsionados pelo crescimento econômico pelo qual o país passou nas últimas décadas.

Esse padrão fez com que, no ano de 2011, o número de calouros ingressando nas áreas de engenharia, matemática e ciências superasse pela primeira vez na história os ligados à área de Direito.

Ainda assim, por mais que a formação de novos engenheiros aumente todos os anos, ainda não atingimos números equiparáveis aos das potências mundiais na área. Segundo o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), o Brasil forma cerca de 40 mil novos engenheiros anualmente, número que aumenta de ano a ano. Contudo, ainda há escassez de mão de obra qualificada. Como parâmetro, Rússia e China formam, em média, 190 mil e 620 mil engenheiros ao ano respectivamente.

Além disso, um problema recorrente nas escolas de engenharia do país é a evasão de estudantes. Em algumas escolas, cerca de 55% dos alunos decidem abandonar o curso durante sua duração, de acordo com dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Para corrigir esse problema, foi proposto pela Capes a reestruturação curricular dos cursos de graduação para torna-los mais atrativos aos estudantes e à indústria. No intuito de aproximar o jovem do mercado de trabalho, o novo formato valoriza a formação interdisciplinar, onde as disciplinas de engenharia são complementadas por cadeiras em economia, gestão e empreendedorismo.

O programa já está em vigor e apresentando resultados, uma vez que o índice de desistência diminuiu proporcionalmente bem desde o período em que a reestruturação foi implantada.

Apesar da retração momentânea na economia, o investimento em infraestrutura continua com potencial para abrigar esses novos profissionais. Com a recente reestruturação da indústria, espera-se que o setor volte a ficar aquecido nos anos que se seguem.

E os engenheiros antigos?

Com o mercado em constante evolução, destaca-se o profissional que além do conhecimento técnico adquirido na graduação, busca especializações em sua área e procura novas práticas e tecnologias constantemente. Isso vale não apenas aos jovens que têm a ambição de se destacar no mercado, mas também aos mais velhos que já fazem décadas na engenharia.

Com a flexibilização da legislação trabalhista, podem esses engenheiros reinventar seu modo de prestação de serviços. Isso significa que não mais necessariamente será um funcionário da indústria, mas também pode trabalhar como autônomo e/ou home office. Não tendo vínculos com a empresa e, portanto, sem insumos trabalhistas, o engenheiro fica livre para migrar de indústria a indústria sempre que seu serviço for requisitado.

Muitos engenheiros com maior renome e qualificação optam por trabalhar como “PJ”, ou Pessoa Jurídica, “sendo sua própria empresa”. De acordo com a Casa Civil, no caso dos engenheiros e de outras profissões regulamentadas, é preciso entender que não se pode aderir ao regime MEI (Microempreendedor Individual). Deve-se, portanto, abrir uma Microempresa ou então registrar-se junto à prefeitura de seu município.

Entretanto, a tendência é que cada vez mais os novos engenheiros juntem-se aos antigos no canteiro de obras. Uma das maiores qualidades da geração anterior é seu amparo técnico, enquanto os mais jovens estão mais familiarizados com as Tecnologias da Informação e o uso delas em seu campo de trabalho.
Por exemplo, o uso de ferramentas de gestão empresarial (ERPs), como o Koper, além de integrarem todo o processo de construção, ajudam na relação entre as gerações; onde tecnologia e experiência se juntam em busca de resultados.

Ressalta-se a importância, então, de uma boa relação entre as culturas: onde tanto os mais velhos quanto os mais novos têm algo a ensinar e aprender, em uma relação simbiótica que beneficia a prática da engenharia como um todo.