COVID-19: Gestão de Alto Nível para a Construção Civil

por | abr 22, 2020 | Economia, Gestão de Crise COVID-19, Gestão de obras | 1 Comentário

Desde que chegou ao Brasil em fevereiro deste ano, a COVID-19 está impactando a economia e, consequentemente, o ecossistema da construção civil. Responsável por movimentar mais de 70 setores da economia , a construção civil não pode parar. Conforme destacado no artigo Construção Civil e o Coronavírus: Como reagir a crise? a atitude do momento é se reinventar. Não podemos frear a crise, mas podemos reduzir seus impactos estando atentos às ameaças e aproveitando as oportunidades que estão surgindo. Gestão – esta é a palavra de ordem para cenários como este que estamos vivendo. Mas, como uma gestão de alto nível pode auxiliar empresas da construção civil a passar pela COVID-19? Para responder a esta pergunta, inicialmente vamos nos aprofundar um pouco mais sobre a importância da gestão. 

Cenário Favorável x Cenário Desfavorável

É natural que em cenários econômicos mais otimistas a gestão seja, muitas vezes, deixada de lado. Afinal a receita está entrando e muitas vezes não estamos dando conta de atender toda a demanda de vendas. Neste tipo de cenário é comum encontrarmos diversos problemas pontuais ligados a processos ou a gestão de equipe. E nossa tendência é tentar resolvê-los de forma pontual.

Em contrapartida, cenários de crise como o atual, trazem a tona problemas mais complexos. Começamos a ter dificuldades em áreas como finanças, vendas, marketing, retenção de clientes e até mesmo em relação ao próprio produto ou solução que oferecemos ao mercado. E aí, o que fazer?

A primeira coisa a se fazer é perceber que a origem dos problemas nos dois cenários é a mesma. A diferença é que em uma situação favorável  dedicamos uma menor atenção aos problemas pois temos recursos financeiros suficientes para solucioná-los. Já no cenário desfavorável o problema foco é justamente a redução destes recursos ou a inviabilização do negócio. O princípio de quase 100% das dificuldades de uma organização está na gestão. Ou seja, estamos tão acostumados a enxergar os problemas sob uma ótica pontual que não percebemos que a origem é sempre sistêmica. Para elucidar melhor vamos nos aprofundar um pouco mais sobre a Gestão de Alto Nível.


Gestão de Alto Nível: Como reduzir os impactos da COVID-19?



Já ouviu falar sobre o MEG? O modelo de excelência em gestão (MEG) foi elaborado pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) e é baseado nas melhores práticas observadas em organizações de níveis mundiais. Mas não se engane achando que o modelo serve apenas para grandes empresas, ele é usado como referência para o prêmio MPE Brasil (Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas) e quanto menor for a sua empresa, mais fácil será a implementação.

O modelo é baseado em 8 critérios de gestão que interagem entre si de forma cíclica e constante como podemos observar.


O início se dá pela Liderança que formula estratégias e planos para a empresa. A Liderança também volta seu olhar para Clientes e Sociedade com a finalidade de captar informações relevantes ao negócio e a partir daí atualiza constantemente as Estratégias e Planos que precisam estar alinhados aos públicos de interesse. Pessoas e Processos executam as Estratégias e Planos que são retroalimentados pela Rede de Informações e Conhecimento que é gerada. A organização passa a ser gerida de forma sistêmica, orgânica e adaptável ao ambiente externo. O critério Resultados é a metrificação de toda a dinâmica.

Podemos vislumbrar o MEG a partir do ciclo PDCL (P – plan; D – do; C – check; L – learn). Ou seja, planejar, executar, controlar e aprender. Em “Planejar” ficam os critérios Liderança, Estratégias e Planos, Cliente e Sociedade. Na fase “Executar” são os critérios Pessoas e Processos. Na parte de “Controle” está o critério resultados, são os indicadores. E, por fim, o “Aprendizado” está enquadrado no critério informações e conhecimento. Que, nada mais é do que o aprendizado obtido através da evolução dos critérios anteriores. O ciclo PDCL já deve ser conhecido por muitos de vocês e é umas das principais metodologias utilizadas para o desenvolvimento da melhoria contínua.


Modelo de Excelência em Gestão – 8 Fundamentos

Não existe excelência sem melhoria contínua. Portanto, os 8 critérios se transformam em 8 fundamentos conforme podemos visualizar na imagem abaixo.

Desenvolvimento Sustentável:

É o tripé, econômico-financeiro, ambiental e social, com o compromisso da organização em responder pelos impactos de suas decisões e atividades, na sociedade e no meio ambiente.

Pensamento Sistêmico:

Nada mais é do que procurar a real origem dos problemas e nunca tratá-los como algo pontual. É preciso enxergar as relações de interdependência e seus efeitos. Por exemplo, um problema que desponta na área de pessoas pode estar sendo originado por um processo que não está devidamente mapeado.

Liderança Transformadora:

Valores e princípios organizacionais. A atuação dos líderes de forma ética e inspiradora deve ser forte ao ponto de mobilizar as pessoas em torno dos valores, princípios e objetivos da organização.

Compromisso com as Partes Interessadas:

Definir, entender e estabelecer acordos com as partes interessadas para o cumprimento dos requisitos. De nada adianta levar para a venda um produto que para você é  perfeito se este produto não supre as necessidades dos clientes e não soma na sociedade.

Adaptabilidade:

A flexibilidade e a capacidade da equipe em promover mudanças em tempo hábil frente às alterações do contexto da organização ou das partes interessadas.

Orientação por Processos:

A busca da eficiência e eficácia através da execução das tarefas. Os processos precisam estar claros e entendidos de ponta a ponta. Problemas na equipe geralmente são originados por processos mal desenhados.

Geração de Valor:

É o olhar para os resultados econômicos, sociais e ambientais assim como de cada etapa de cada um dos processos. Como diria Peter Drucker: “ O que pode ser medido, pode ser melhorado”.

Aprendizado Organizacional e Inovação:

Por meio da reflexão, avaliação e compartilhamento de conhecimento é promovido um ambiente favorável à criatividade e implementação de novas ideias possibilitando a inovação.

O MEG enquadra toda empresa: responsabilidade ambiental, social, indicadores, sucessão, liderança, mudança e inovação com foco 100% voltado para os resultados. Quer ter uma gestão de alto nível? Então, aprenda sobre o MEG e comece a implantá-lo na sua empresa. Quer saber qual é seu nível de gestão conforme o MEG? Responda o diagnóstico. Acesse. Veja também alguns cases de utilização.


Abra os olhos para as áreas da gestão.



Pense que todas as empresas, por menores que sejam, possuem áreas comuns que precisam de atenção. Estas áreas dizem respeito a operação da empresa e sem elas o negócio não existe. São chamadas de pilares da gestão e toda vez que um deles entra em desequilíbrio coloca em xeque a estrutura dos outros.

Como pilares da gestão temos a área financeira, a área de marketing e vendas, a gestão de pessoas e o processo de fabricação do produto ou serviço. Todas elas têm a mesma importância e estão profundamente relacionadas. Para ter uma gestão de alto nível você precisa estressar estas áreas. Quanto mais evoluídas elas forem, mais forte é a sua empresa.


Problemas x Áreas da Gestão



Na construção civil o processo de fabricação é a obra portanto, esta área ocupa o topo da preocupação dos empresários. Agora pense comigo, se você não vender e não gerar receita, logo o seu negócio não faz sentido. 
De acordo com uma  pesquisa realizada pelo Sebrae com pequenas empresas, a maior dificuldade relatada está
na conquista de clientes e gestão financeira para lidar com impostos, inadimplências e dificuldade para conquistar crédito. Já para empresários bem-sucedidos, segundo a Exame, os maiores desafios citados não fazem relação ao financeiro e sim ao treinamento de colaboradores antigos, liderança da companhia em todas as áreas, lidar com cortes durante crises e reduzir preços ao consumidor.

Veja como os problemas citados estão enquadrados nas áreas da gestão.  Nós empresários temos uma tendência a achar que o nosso negócio é diferente e para sustentar esta visão usamos uma série de “certezas” como desculpas: “Meu mercado é diferente!”
“Meu cliente não iria comprar!”
“Minha equipe não é suficiente, preciso contratar!”
Agora eu pergunto: Quantas destas certezas são baseadas em indicadores?

Se você não tem indicadores e não se atualiza você pode até estar tentando gerir, mas está guiando sua empresa baseado em achismos.  Pense em formas de captar os indicadores e informações: pesquisas de produto com os públicos interessados, pesquisa de satisfação com os clientes, pesquisa de imagem mercado, busca de tendências em vendas e marketing, o uso da tecnologia para auxiliar a gestão automatizando processos e gerando indicadores, a contratação de profissionais capacitados ou consultoria para a gestão financeira, busca de novos fornecedores e a busca de inovações de produto ou serviço. Estas práticas são tão óbvias quando analisadas sob a óptica das áreas da gestão.


Novidade para alguns, cotidiano para outros.



Sem dúvidas, o que estamos vivendo hoje nos traz arrependimentos como por exemplo:

“Um melhor controle financeiro teria deixado a empresa com uma reserva melhor.”
“Poderia ter automatizado alguns processos e hoje teria os indicadores que preciso para tomar decisões.”

E este tipo de reflexão é fundamental, mas não basta se penalizar você precisa agir. Por isso devemos parar de chamar este momento de crise para passar a chamar de tempo de oportunidades. Você está sendo obrigado a evoluir para sobreviver. Portanto, faça agora tudo aquilo que devia ter feito antes e não fez.


Áreas da Gestão x Oportunidades



Pensando na gestão de pessoas,  a flexibilização da jornada de trabalho já era adotada em muitas empresas com foco na retenção de talentos. Hoje, o trabalho home office é uma prioridade devido a pandemia. Empresas que já faziam uso desta prática saem na frente. A cultura já está instaurada na equipe.

O marketing é outra área que merece nossa atenção. Geralmente em momentos de crise são reduzidos os investimentos, mas tente observar sob outro ângulo. Estar ao lado do seu público agora pode não gerar venda imediata, mas com certeza irá agregar valor a sua marca e quem você acha que estará na memória deles quando a crise acabar? É um período de muita exposição nas redes sociais, use isso a seu favor e explore as ações de comunicação da sua marca. As pessoas não compram produtos, elas compram experiências.

Na gestão financeira, muitos não tem reserva de caixa e nem ao menos sabem qual é o seu ponto de equilíbrio. Um financeiro otimizado não quer dizer apenas ter contas a pagar e a receber bem controladas, mas sim uma visão por centro de custos, um fluxo de caixa filtrado por obra e um demonstrativo de resultado que forneça indicadores precisos do que está por vir.

Outro setor que também vem sendo afetado é o de compras. Os fornecedores estão todos fechados, atrasando muito a programação do setor de compras. Por isso nesse momento o importante é pensar na programação. Tente fazer orçamentos via e-mail. Tenha uma ideia de tudo que precisará e cote com o maior número possível de fornecedores, já que economias serão bem vindas. Antecipe-se ao problemas, tenha previsibilidade!

Outra prática extremamente importante é ter um comitê de crise. Ele deve ser composto por gestores de cada etapa da cadeia de valor do negócio.Paralelo à montagem deste comitê, é preciso estabelecer alguns indicadores vitais do negócio que precisam ser monitorados dia a dia. A elaboração de um PCN (Plano de Continuidade do Negócio) também deve ser pensada, é necessário se preparar para riscos de interrupção de atividades.


Sobre o Koper


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