Construção Civil e o Coronavírus: Como reagir a crise?

por | abr 7, 2020 | Economia, Gestão de Crise COVID-19, Gestão para construção civil | 4 Comentários

Conforme já abordamos em nosso artigo anterior, os impactos econômicos provocados pela crise vem acarretando diversas consequências ao setor. Mas, como a construção civil pode reagir a crise do novo coronavírus?

O inesperado cenário atual vem acarretando mudanças no planejamento estratégico de todos os tipos de negócios. Mas, quem está preparado para lidar com tal impacto econômico? E, quais estratégias adotar a fim de reduzir consequências tão negativas para a empresa? A insegurança na tomada de decisão acontece devido a falta de real ciência da situação.

Desde que foi descoberto, o novo coronavírus vem espalhando incertezas sob o ponto de vista científico, político, social e econômico. Entretanto, uma certeza se faz presente até o momento, seu efeito é devastador. Portanto, estamos cheios de perguntas para as quais não encontramos respostas. Este descontrole a respeito da situação traz uma sensação de vulnerabilidade e, consequentemente nos afeta psicologicamente e dificulta nossa capacidade de tomar decisões assertivas.

Como estar ciente da real situação?

Uma análise mais criteriosa sobre a real situação deve levar em consideração aspectos de temporalidade: passado, presente e futuro. Portanto, para se ter de fato uma análise situacional da empresa é importante:

  • Ter clareza da sua trajetória até o momento.
  • Saber quais são e de que forma interferem os aspectos presentes.
  • Ter a mínima projeção viável do futuro.

Sendo assim, basta coletar informações e indicadores pertinentes a cada um dos aspectos. Logo, empresas da Construção Civil e de qualquer outro segmento precisam mapear aspectos relevantes para os três fatores citados acima. Este levantamento irá facilitar a percepção do que está sob controle e, consequentemente pode ser mudado.

Análise dos Fatores Internos e Externos

Um bom método para realizar tal mapeamento é fazer uso da matriz SWOT analisando fatores internos e externos da organização. A sigla em inglês se refere a S (strengths) forças, W (weaknesses) fraquezas, O (opportunities) oportunidades e T (threats) ameaças. Os fatores internos, forças e fraquezas, são passíveis de mudança.
Já os fatores externos, ameaças e oportunidades, são inalteráveis.

É praticamente impossível que um planejamento estratégico não passe pela metodologia da análise SWOT. A empresa precisa enxergar seus diferenciais competitivos (forças), suas oportunidades de melhoria (fraquezas) e o cenário externo que interfere de forma direta ou indireta em sua existência. Dessa forma ela tem a base de que precisa para elaborar estratégias, metas, ações e sub-ações.

Para relacionar o ambiente externo deve-se levar em consideração os seguintes fatores:

  • Políticos:
    tributação, leis fiscais, regulamentações trabalhistas, políticas comerciais e estabilidade.
  • Econômicos:
    crescimento econômico, inflação, juros, desemprego e taxa de câmbio.
  • Sociais/Culturais: padrões de consumo, expectativa de vida, influências culturais, mobilidade social e distribuição de renda.
  • Tecnológicos:
    tendências em pesquisa e desenvolvimento, inovações e avanços tecnológicos.
  • Ambientais:
    tempo, clima, poluição, regime de chuvas, aquecimento global e produtos ecologicamente corretos.
  • Legais:
    direitos do consumidor, leis de incentivo e leis restritivas.

Já na análise do ambiente interno, pode-se destacar a saúde financeira da empresa, o poder de barganha, a capacidade intelectual da equipe, Know How de produto/processo, reconhecimento da marca, o poder de aquisição
e retenção de clientes entre outros.

Coronavírus e a Construção Civil – Fatores Externos

Sob a perspectiva da construção civil até o momento merecem atenção dentre os fatores externos:

A paralisação das obras.

Não é unanimidade. Alguns estados da federação pararam completamente as obras, porém outros mantém ainda em funcionamento como é o caso de São Paulo e Santa Catarina. Portanto você precisa se informar. Para os que mantém as obras em funcionamento é importante seguir as diretrizes de contenção da propagação do vírus. A CBIC preparou um material com diversas sugestões de como proceder, acesse.

As decisões de cunho trabalhista.

Através de mudança provisória realizada pelo governo, o empresário pode adotar algumas estratégias para evitar possíveis demissões. A exemplo disto pode-se destacar  o trabalho home office, antecipação de férias, concessão de férias coletivas, antecipação de feriados e banco de horas.

Medidas econômicas de incentivo.

A caixa econômica federal e o BNDES já anunciaram iniciativas e alterações com foco exclusivo na construção civil conforme relatado em nosso primeiro conteúdo: COVID-19: Economia e seus impactos para a construção civil.

O pagamento de tributos.

Para incentivar os pequenos negócios e manter os empregos, o governo prorrogou o pagamento de tributos federais relativos ao simples nacional de março, abril e maio deste ano para outubro, novembro e dezembro, respectivamente.

O padrão de consumo.

A origem da mudança de comportamento de consumo se dá por uma série de fatores. Um deles é a falta de previsibilidade econômica devido à crise, sendo assim por medida de segurança o consumidor prefere reter seus ativos. Outro fator de efeito direto é o corte na cadeia de fornecimento e o fechamento do comércio. Ou seja, atualmente,  nem que o consumidor queira ele consegue adquirir bens de consumo supérfluos. Agora pense em como isso pode alterar a forma como ele vai passar a adquirir bens imóveis.

Ampliação acelerada do sistema de saúde.

Em contrapartida, não são apenas impactos negativos que a crise acarreta para a construção civil. Junto a  COVID-19, também é crescente a demanda pela construção em ritmo recorde de novos hospitais, hospitais de campana e reforma de estruturas já existentes. Sua empresa está preparada para atender este nicho? Se a resposta for sim, esta é uma oportunidade.

Agora, falando em “preparação da empresa”, você sabe o quanto sua construtora, incorporadora ou empreiteira está preparada para enfrentar a crise?
Pense nos aspectos tecnológicos por exemplo. Você e sua equipe estão usufruindo de todos os avanços que a tecnologia traz quase que diariamente ao setor? A tecnologia de materiais e insumos é um grande trunfo neste momento, tanto para a redução dos custos das obras como para a diferenciação das suas unidades frente aos concorrentes. Em vista disso, o custo benefício passará a ter um peso ainda maior na decisão do consumidor passada a crise.

Ainda no quê se refere a tecnologia, você está atento a todas as soluções voltadas à gestão para a construção
civil que estão disponíveis no mercado? Hoje já existem softwares e aplicativos para realizar o controle da obra integrando todas as áreas de gestão da empresa. Similarmente, diversas outras tecnologias ainda garantem o controle da produtividade da mão de obra, a segurança e saúde no trabalho e a qualidade dos serviços. Estes são recursos que trazem indicadores fundamentais para aumentar a lucratividade e auxiliar na tomada de decisão baseada na sobreposição dos fatores internos e externos.

A atitude de ordem no momento é “se reinventar”!

De fato, a crise está aí e você vai precisar lidar com ela. Além da análise criteriosa dos ambientes interno e externo há também a necessidade de mudança do mindset da liderança. Ou seja, frente a uma situação de crise as pessoas comumente agem de três formas distintas:

  • Os que paralisam: Este grupo sofre o impacto, se auto flagela pensando que não sobreviverá a situação e permanece em um limbo de desculpas. Então, nada é possível de ser feito.
  • Os que abstraem: Para estes usa-se a analogia do avestruz. Ou seja, enfia a cabeça debaixo da terra e finge que nada está acontecendo. Tendem a  permanecer neste ciclo de auto enganação até serem severamente afetados por tudo o que está acontecendo. Aguardam o momento do fracasso para aí sim não terem mais o que fazer.
  • Os que reagem: O grupo dos que fazem acontecer, pois estão cientes da situação. Eles têm conhecimento de como podem ser afetados e vislumbram formas de aproveitar oportunidades. Logo, sabem que mudanças sempre irão acontecer e que são elas, as mudanças, que os fazem se desenvolver e se diferenciar em relação ao mercado.

Que tipo de empreendedor é você? 

Portanto caro profissional da construção civil, mudar dói. E, hoje, a mudança é uma necessidade. Sendo assim, mobilize sua equipe para buscar alternativas, pense no que está sob seu controle e em como você pode minimizar as ameaças e aproveitar as oportunidades.
Comece traçando a matriz SWOT da sua empresa e elabore os planos de ação. Mas lembre-se: Um plano de ação sem execução não serve para nada. Execução sem objetivos definidos pode te levar para diversos lugares que dificilmente serão os lugares certos para você. E, ter um objetivo sem planejamento vai te trazer mais dor de cabeça do que resultados.

  • Um plano de ação sem execução não serve para nada.
  • Execução sem objetivos definidos pode te levar para diversos lugares que dificilmente serão os lugares certos para você.
  • E, ter um objetivo sem planejamento vai trazer mais dor de cabeça do que resultados.

Para auxiliar você nos próximos passos, estamos preparando um conteúdo sobre Gestão de Alto Nível. Nele vamos abordar melhor tudo o que você pode começar a fazer agora para sair por cima da crise.

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4 Comentários

  1. Muito bom !!!!!!

  2. A aplicação da analise Swot na vida, deveria ser uma primícia de todo empreendedor. Nenhuma atividade poderá sobreviver debaixo das incertezas.
    O momento exige reflexão, equilíbrio emocional que traduz em confiança.
    O comentário como reagir a crise, traz lucidez. Fortt abraço, mesmo de longe!

  3. Obrigada Dilton! Estamos juntos, mesmo longe 🙂
    Esta semana vamos ter mais conteúdo aqui no blog do Koper.
    Estamos felizes de estar contribuindo.
    Forte abraço!

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